quarta-feira, 10 de maio de 2017

CURSO ON LINE SOBRE LÉLIA GONZALEZ E BEATRIZ NASCIMENTO

- INSCRIÇÕES  ATÉ DIA 28 DE MAIO -





No mês de Maio oferecemos virtualmente a primeira parte do curso A história do Feminismo Negro no Brasil. Na primeira parte trabalhamos com algumas categorias e conceitos que se articulam no campo do que se denomina feminismo negro.Na segunda parte, em Junho vamos apresentar o pensamento de duas autoras: Lelia Gonzales e Beatriz Nascimento. Ambas, são duas pesquisadoras brasileiras e intelectuais importantissimas para o avanço do campo sobre a mulher negra em nosso pais. Lelia Gonzales, criou o conceito de feminismo afrolatino: um dialogo entre mulheres negras e latinas do continente, pautando o pan africanismo como saida para a luta da diaspora negra na america latina. Beatriz nascimento, pesquisou sobre os quilombos, e trouxe muitos elementos para pensarmos a organização e articulação das mulheres negras como lideranças importantíssimas nesses espaços. Juntas com Clóvis Moura, ambas são referencias muito importante para pensarmos sobre a comunidade africana da diáspora em nosso pais.

Curso aberto a todas e todos interessadxs!



Todos e todas são bem vindos!



Serviço: Curso totalmente on line (INSCRIÇÕES AQUI)


Metodologia: filmes, textos, fóruns de debates, atividades on line, produção textual. O material fica disponível por 30 dias e você acessa dentro da sua rotina.

Duração: 45 dias (de 30 de maio a 15 de Julho)

Certificação: 40 horas

Valor:60,00

Ementa: Módulo 1 - Ori ou a origem (Beatriz Nascimento)
Módulo 2 - Os espaços negros de resistência: quilombos e terreiros de candomblé (Beatriz Nascimento)
Módulo 3 - As mulheres negras no quilombo e nos terreiros de candomblé (Betriz Nascimento)
Módulo 4 - Ser negro, ser negra (Lélia Gonzalez)
Módulo 5 - Feminismo Negro (Lélia Gonzalez)
Módulo 6 - Feminismo afrolatino e a unidade na luta panafricanista (Lélia Gonzalez)
Avaliação Institucional - os participantes realizam a avaliação do curso

Bibliografia: A categoria político-cultural de amefricanidade.” Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro (92/93): 69-82, jan./jun. 1988.
As amefricanas do Brasil e sua militância.” Maioria Falante. (7): 5, maio/jun. 1988.
Por um feminismo afrolatinoamericano.” Revista Isis Internacional. (8), out. 1988.
A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social.” Raça e Classe. (5): 2, nov./dez. 1988.
Lugar de negro (com Carlos Hasenbalg). Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982. 115p. p. 9-66. (Coleção 2 Pontos, 3.).
Documentário Ori (Beatriz Nascimento)
Eu sou atlantica (Beatriz Nascimento)
Materiais do arquivo pessoal de Beatriz Nascimento disponíveis no Arquivo Nacional

Mediadora: Profª Mestra Jaque Conceição


Graduada em Pedagogia (2009) pelo Centro Universitário São Camilo, é Mestre em Educação: História, Política, Sociedade (2014) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pesquisa a luz da Teoria Critica da Sociedade, especialmente as contribuições de Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno e Angela Y. Davis. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação em Periferias Urbanas; e, experiência com políticas publicas, gestão de projetos sociais, debates e pesquisas sobre racismo e formação na perspectiva da Teoria Critica da Sociedade e também na formação continuada de professores e educadores sociais. Atua no campo dos Direitos Humanos desde 1995, com ênfase nas áreas: relações de gênero e raça, juventude e criminologia juvenil (medidas socioeducativas). Possuiu publicações sobre gênero, funk, juventude, racismo, sistema prisional e políticas sociais (artigos autorais e traduções) em revistas científicas e revistas de circulação não acadêmica. Recentemente atua com pesquisa, formação e disseminação de conhecimento sobre a formação do indivíduo negr@ (na perspectiva da Teoria Critica da Sociedade) no Brasil, e as relações entre feminismo/feminino na cultura tradicional de matriz africana presente no candomblé. Ainda dedica-se a elaboração do projeto de pesquisa de doutorado sobre a intelectual, professora e filosofa norte americana Angela Yvonne Davis. Militante dos coletivos culturais da Cidade de São Paulo, membro do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente da Freguesia do Ó e Brasilândia desde 1998, também atua no movimento negro, situando-se no campo da luta pela defesa dos direitos e garantias das mulheres negras, e pelo fim do genocídio da juventude preta.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

CURSO ON LINE SOBRE A HISTÓRIA DO FEMINISMO NEGRO NO BRASIL

Curso acontecerá no mês de Maio na modalidade on line, e oferecerá certificação de 40 horas aos participantes. Confira!


Um dos processos que temos vivenciado no Brasil, é a permanente sensação que nos falta senso histórico.
Frequentemente, nas rodas de conversas, debates e formações sobre feminismo negro, temos tido muita dificuldade em entender o desenvolvimento dessa corrente teórico e politica que é o chamado feminismo negro.
Para responder a essa demanda, o Coletivo Di Jejê, convida a todos para participarem do curso A história do Feminismo Negro no Brasil.

Ele vai durar 45 dias e será dividido em 4 módulos! Xs participantes poderão acessar o curso dentro de sua rotina, e contarão com o apoio e orientação de uma tutora. 

Módulo 1 - Circulo temático: O que é ser mulher negra?

Módulo 2 - Por que um feminismo negro?

Módulo 3 - Circulo temático - Movimento Nacional de Mulheres Negras: as demandas das mulheres negras ou as mulheres negras demandam?

Módulo 4 - Princípios epistemológicos do feminismo negro no Brasil

Avaliação: os participantes avaliarão o curso (conteúdo e metodologia).

ATENÇÃO: CURSO TOTALMENTE ON LINE

Custo: 60, 00

Inscrições até dia 10 de Maio


Inicio: 15 de Maio
Serão oferecidas 60 vagas

Onde: edu.kilombagem.net.br (plataforma Moodle)



sexta-feira, 14 de abril de 2017

CURSO ON LINE INÉDITO SOBRE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DA MULHER NEGRA

No dia 30 de Abril, começará o primeiro curso on line e inédito sobre saúde sexual e reprodutiva da mulher negra. Inscrições seguem até dia 29 de Abril.



O curso tem 40 horas de duração, começa dia 30 de Abril e vai até dia 30 de Junho. serão oferecidas 40 vagas. O valor da inscrição é 60 reais e será oferecido o certificado de participação para os que tiverem 75% de frequência no ambiente virtual de aprendizagem, o Moodle. 
O curso têm a curadoria de conhecimento elaborada pela mestranda da UNESP de Araraquara, a psicologa Elânia Francisca: psicóloga graduada pela Universidade de Santo Amaro – UNISA, especialista em gênero e sexualidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, mestranda em Educação Sexual pela Universidade Estadual Paulista – UNESP Araraquara pesquisando sobre vivências afetivo-sexuais de adolescentes negras do distrito do Grajaú. Oficineira e facilitadora de vivências em gênero e sexualidade, idealizadora do Núcleo “Sexualidade Aflorada”, onde realiza pesquisa, experimentos e vivências socioeducativas em sexualidade e potência do corpo. Membro do Coletivo Mulheres na Luta e consultora na temática de Gênero e Sexualidade.
Todo o material utilizado, estará disponível para download, e os alunos podem acessar o curso a partir de sua rotina e disponibilidade, e terão a orientação de uma tutora.
O público avo do curso são pesquisadoras e pesquisadores da temática e demais interessados.

Confira a ementa do curso:


EMENTA: Os direitos sexuais e reprodutivo da mulher negra no Sistema Único de Saúde. Distinções entre saúde sexual e saúde reprodutiva. A regulamentação da laqueadura no Brasil e a questão racial. Saúde sexual e reprodutiva de mulheres negras lésbicas, bissexuais e trans. O lugar do amor no debate sobre saúde sexual e reprodutiva de mulheres negras.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA


BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Sexual e Reprodutiva. Caderno de Atenção Básica 26. Disponível em <http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad26.pdf> Acesso em: 29 março 2017

BRASIL. Ministério da Saúde. Mulheres Lésbicas e Bissexuais Direitos, Saúde e Participação Social. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/mulheres_lesbicas_bisexuais_direitos_saude.pdf> Acesso em: 30 março 2017

DAVIS, Angela. Racismo, controle de natalidade e direitos reprodutivos. In: Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016

DAMASCO, Mariana Santos.; MAIO, Marcos Chor; MONTEIRO, Simone Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993). Revista Estudos Feministas. Florianópolis, 20(1): 344, jan.2012

GIACOMINI, Sônia Maria. Mulher e escrava: uma introdução histórica ao estudo da mulher negra no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1988

HOOKS, Bell. Vivendo de Amor. Tradução Maísa Mendonça. Disponível em <http://www.geledes.org.br/vivendo-de-amor/#gs.LKPzFfI> Acesso em: 30 março 2017

PACHECO, Ana Claudia Lemos.. Mulher negra: afetividade e solidão. Salvador: EdUFBA, 2013.


Serviço: 

O que? Curso On line Saúde sexual e reprodutiva da mulher negra

Quando? De 30 de abril a 30 de Junho de 2017

Quem? Todos os interessados e pesquisaoras/es do campo

Quanto? 60 reais

Onde? Plataforma Virtual Moodle  - edu.kilombagem.net

Inscrições até dia 29 de Abril




terça-feira, 21 de março de 2017

CURSO ON LINE O PENSAMENTO DE ANGELA DAVIS PELO COLETIVO DI JEJÊ

No dia 15 de Abril, começara a terceira turma do curso on line O pensamento de Angela Davis, cujo objetivo é discutir as 5 décadas de produção acadêmica da autora, trabalhando conceitos como racismo, complexo industrial prisional, liberdade e feminismo. INSCREVA-SE!


O curso acontece numa plataforma virtual chamada Moodle, o material fica disponivel, e os participantes acessam dentro de sua rotina. O inicio será dia 15 de Abril, com término previsto para o dia 30 de Maio. 
Os participantes anida contam com o apoio de uma tutora.
A curadoria de conhecimento do curso, fica por conta de Jaque Conceição, coordenadora do Di Jejê que vem pesquisando  o pensamento de Angela Davis nos últimos quatro anos. 

Serviço:
Curso on Line O pensamento de Angela Davis
Quando: 15 de Abril a 30 de Maio
Quanto: 60 reais
Inscrições AQUI


Ementa:

Conteúdo programático:

 

 Módulo I - Introdução ao pensamento de Angela Davis

 Módulo II - Liberdade

 Módulo III - Feminismo e Feminismo Negro

 Módulo IV - Sistema Prisional

 Módulo VI - Racismo


Curadoria:

Jaqueline Conceição

Indicada em 2016, como uma das 30 mulheres mais influentes do ano, pela revista Feminista Think Olga, é graduada em Pedagogia (2009) pelo Centro Universitário São Camilo, é Mestre em Educação: História, Política, Sociedade (2014) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Articuladora do Coletivo Di Jejê, pesquisa a luz da Teoria Critica da Sociedade, especialmente as contribuições de Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno e Angela Y. Davis. Possuiu publicações sobre gênero, funk, juventude, racismo, sistema prisional e políticas sociais (artigos autorais e traduções) em revistas científicas e revistas de circulação não acadêmica.



*Os textos usados são traduções inéditas para o português.

BIBLIOGRAFIA:

DAVIS, Angela Yvonne. Lectures on liberation1969. Universidad Madrid.
DAVIS, Angela Yvonne. An Autobiografic. 1972. New York: Random House.
DAVIS, Angela Yvonne. Women, race and class. 1981. New York: Random House.
DAVIS, AAngela Yvonne. Are prisions obsolete? 2003. New York: Seven Stories Press.



quinta-feira, 16 de março de 2017

Por que precisamos falar sobre solidão?


Há diversas formas, de começar a escrever esse texto. Mais, começo dizendo que o Coletivo Di Jejê é um negócio conceitual que atua no campo educacional, pautando a produção, pesquisa e extensão do conhecimento sobre mulheres negras no Brasil.
Conto também, que há diversos negócios conceituais geridos por negros e negras em nosso país, tensionando a economia com a burguesia: negócios culturais, negócios do campo da moda, da comunicação, do entretenimento, do esporte. Eu, através do Di Jejê, tensiono o campo da produção de conhecimento com a burguesia e a branquitude.
Se alguém aqui, vai falar sobre a mulher negra, vai ser nós mesmas, tá ouvindo bem, seu branco safado?
Essa frase, a três anos atrás, depois de passar um ano desempregada (eu já era mestre e doutoranda) e quase ver meus filhos passarem fome, foi o ponto de partida disso que está se fazendo Coletivo Di Jejê.
Se estou rica monetarizando a nossa dor? Não, e nem sei se vou ficar, acredito que não. Trabalho muito, dentro e fora do Coletivo, para pagar o aluguel e uma taça de vinho uma vez por mês no Aparelha Luzia. Se sou desonesta por monetarizar nossa dor? Também não, por que acredito enquanto pedagoga e pesquisadora, que temos que ter serenidade, seriedade e cautela para falarmos de nossos problemas enquanto negras, mais precisamos falar, inclusive para supera-los.
Se encararmos os problemas das mulheres negras, unicamente como algo subjetivo, nunca conseguiremos encontrar saída para os mesmos, porque subjetivamente, não existirá saída coletiva, ela sempre será individual.
Se por um lado, a noção de subjetividade potencializa as discussões, por que abre um leque de possibilidades, por outro, ela diminui a luta, por que joga nossos problemas históricos no campo da individualidade. E no campo da individualidade, não existe saída coletiva, conjunta, articulada, politica, apenas o que cabe a cada um na sua particularidade.
Eu só acredito em processos de mudança significativa, quando são coletivos. Sem coletivo, impossível articular uma mudança real.
Pensando nessa perspectiva, os cursos do Di Jejê, vem acontecendo desde Fevereiro de 2014. É, não comecei nesse sábado dia 18.
E, são cursos sim. Não atuam na mesma esfera elitizada de formação empreendida pela burguesia em seus espaços teóricos embranquecidos, mais visam a produção de conhecimento e a analise sistêmica da realidade, a partir de um conceito: os terreiros de candomblé,
Na roça, quando uma irmã mais velha vai ensinar uma irmã mais nova, ela se abaixa, se ajoelha e vai contando, dizendo, falando, explicando o que deve ser feito, e juntas as duas irmãs, produzem um novo saber, a partir da experiência previa de ambas, orientadas pelo conhecimento acumulado por séculos.
Nessa concepção de aprendizagem (só aprendizagem, por que no Di Jejê não se ensina), estou a três anos, construindo coletivamente o Coletivo Di Jejê.
O curso de sábado, sobre A solidão da mulher negra, não é uma roda de conversa sobre as experiência afetivas das mulheres negras, mediada por uma menina de 24 anos, que namora desde os 20, de pele clara e formada em arquitetura.
O CURSO de sábado, sobre a A solidão da mulher negra, é um encontro de discussão sobre as bases sociais, históricas e políticas que moldam nossa forma de se relacionar afetivamente, e será mediado pela Stephanie Ribeiro (é sempre bom lembrar, que no terreiro, idade cronológica não traduz seu lugar naquele espaço). A Stephanie vem a meu convite, por que nos últimos 3 anos ela vem publicando e produzindo materiais de forma sistematizada sobre o tema (lembra, lá no começo, a necessidade de de sistematizar para compreender e enfrentar?).
Há muitas pretas que também pautam a Solidão da Mulher Negra, e torço para todas compareçam no sábado, dia 18/03 as 10hs no Aparelha Luzia, para contribuir de maneira honesta para a discussão. 
O que nós não podemos nunca (e isso eu não aceito) é desumanizar as pessoas ofendo sua trajetória e moral. Temos o direito de criticar nossos iguais, de se fazer ouvir, de revindicar, de pedir, exigir, de sermos ouvidas. Temos o direito de dizer: olha, esse curso, não sei, acho que não é esse o caminho.
Mais não podemos NUNCA, desumanizar a próxima, ofendendo sua conduta pessoal, sem ao menos conhecer sua trajetória e sua história. Por que isso, a branquitude faz conosco todos os dias e de graça. Por mero prazer.
O curso acontecerá, sábado, no Aparelha Luzia, gratuitamente (por que as 18 pessoas pagantes cobriram os custo de execução da atividade).
Ele será gratuito, não por que estou revendo uma desonestidade em monetarizar a nossa dor. Por que sou pobre, mais não sou pilantra.
Ele será gratuito, por que esse é um tema que precisa e deve ser discutido pelo maior número possível de mulheres e homens negros.
Crianças são muito bem vindas.
Bom senso, serenidade, seriedade e nossos conhecimentos, também.
O Coletivo Di Jejê segue seu caminhar, fazendo o bonde da história: criando um espaço de debate e discussão horizontal para mulheres negras estarem entre mulheres negras, falando sobre mulheres negras. Sem o apoio ou amparo da branquitude, somente nós por nós mesmas.
Quero ver todo mundo no baile, e pelo jeito, vocês vem.



Ialandalu ou Jaque Conceição
Criadora, fundadora, coordenadora, assistente de administração, recepcionista, financeiro, recursos humanos, jurídico, departamento de comunicação e marketing, social media, estagiária, auxiliar de limpeza e de cozinha no Coletivo Di Jejê

Nóis <3

quarta-feira, 8 de março de 2017

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA EM MARÇO

No dia 30 de Março, começara o curso inédito sobre o sistema prisional no Brasil e o encarceramento feminino.Confira!



A população carcerária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014, um crescimento de 567% em 15 anos. A maioria dos casos é por tráfico de drogas, motivo de 68% das prisões. Os dados integram o Infopen Mulheres, levantamento nacional de informações penitenciárias do Ministério da Justiça, que, pela primeira vez, aprofunda a análise com o recorte de gênero.

No total, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos. A taxa de mulheres presas no país é superior ao crescimento geral da população carcerária, que teve aumento de 119% no mesmo período. Na comparação com outros países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).


Cerca de 30% das presas no Brasil ainda aguardam julgamento. Sergipe lidera o número de presas provisórias, com 99% das detentas nessa condição, enquanto em São Paulo, apenas 9% delas aguardam sentença da Justiça.
O estudo também revelou que a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras. O número de indígenas não chega a 1% da população carcerária feminina nacional. À época da pesquisa, só existiam presas indígenas nos estados de Roraima, Amapá, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
Quanto à faixa etária, cerca de 50% das mulheres encarceradas têm entre 18 e 29 anos; 18%, entre 30 e 34 anos; 21%, entre 35 e 45 anos; 10% estão na faixa etária entre 46 e 60%; e 1%, tem idade entre 61 e 70 anos. Segundo o levantamento, em junho do ano passado não haviam presas com idade acima dos 70 anos.
Quando o assunto é escolaridade, apenas 11% delas concluíram o Ensino Médio e o número de concluintes do Ensino Superior ficou abaixo de 1%. Metade das detentas possui o Ensino Fundamental incompleto, 50%, e 4% são analfabetas.
Apenas 34% dos estabelecimentos femininos dispõem de cela ou dormitório adequado para gestantes. Nos estabelecimentos mistos, somente 6% das unidades dispõem de espaço específico para a custódia de gestantes. Quanto à existência de berçário ou centro de referência materno infantil, 32% das unidades femininas contam com o espaço, enquanto apenas 3% das unidades mistas possuem essa estrutura. Somente 5% das unidades femininas dispõem de creche, não sendo registrada pelo estudo nenhuma creche instalada em unidades mistas.
Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80853-populacao-carceraria-feminina-aumentou-567-em-15-anos-no-brasil

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Serviço:
Curso On Line O sistema penitenciário e o encarceramento de mulheres
Inicio: 30 de Março
Público Alvo: pesquisadores e interessados sobre o tema
Conteúdo: o sistema prisional brasileiro e os acordos internacionais no campo de direitos humanos, a politica de segurança publica, o encarceramento de mulheres. 
Vagas: 60 vagas (ainda há vagas disponíveis)
Valor: 60 reais
Incsrições abertas até dia 28 de março


Mais sobre o curso:


1. O tempo de duração do curso: irá durar algumas horas,  ou ele se estenderá  em algum dia além de 30 de março?
O curso durará de 30.03 a 30.05. Equivale a 40 horas, e o material fica disponível no ambiente virtual de aprendizagem e você acessa dentro da sua rotina.

2. Existe um número limitado de vagas, como saberei que essas vagas foram preenchidas, para não correr o risco de pagar e não conseguir a vaga? Caso tenham esgotado as vagas, e ainda assim eu tenha depositado o dinheiro, haverá reembolso?
Ampliamos as vagas. Não existe a possibilidade de você não ser contemplado.

3. Uma vez feita a inscrição eu poderei assistir o curso em qual endereço eletrônico? Será no próprio blog do "Coletivo DI JEJÊ"?
O curso sera locado num servidor digital, na plataforma edu.kilombagem.net.br, você participará das atividades disponibilizadas nessa plataforma.

4. Você poderia informar quem irá ministrar esse curso online?
O curso está sendo organizado, por uma curadora de conhecimento, uma pesquisadora negra e especialista no tema, que ainda estamos definindo. E terá o acompanhamento de uma tutora, que é pedagoga e mestre em educação pela PUC-SP.

5. Haverá algum tipo de certificação (além da incrível aprendizagem, claro), em razão da participação desse curso?
O curso será certificado, na modalidade de curso de extensão on line com 40 horas de duração.




APARELHA LUZIA RECEBE CURSO INÉDITO SOBRE A SOLIDÃO DA MULHER NEGRA

No dia 18 de Março, a intelectual e feminista negra Stephanie Ribeiro, ministrará no Aparelha Luzia, o curso inédito: A solidão da mulher negra.






Esse, é um curso inédito, oferecido pela primeira vez pelo Coletivo Di Jejê, e pretende discutir com homens e mulheres da comunidade negra, sobre afeto, afetividade e racismo.
Acontecerá no Aparelha Luzia, um espaço negro dentro da Cidade de São Paulo, que têm possibilitado a nós, africanos da diáspora repensarmos e resignificarmos, nossa existência dentro da sociedade brasileira, que é racista, opressora e cada vez mais nos desumaniza.
Esse é um curso muito especial, pois é voltado exclusivamente para pessoas negras, e pretende, através da discussão, permitir que possamos pensar e repensar nossa condição de individuo negrx na sociedade brasileira.
Apesar de tocar numa questão delicada para as mulheres negras, a presença e participação de homens negros é bem vinda e importante, pois, a saída para nos fortalecimentos para a luta antiracista, antimachista e anticapitalista, passa pelo dialogo e formação permanente.

Esperamos todos vocês, no dia 18 de Março, no Aparelha Luzia para esse debate.
E claro, depois estão todos convidados para brindar a vida.


Serviço

Curso Presencial: A solidão da mulher negra
Loca: Aparelha Luzia - Rua Apa, 78 - Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Quando: 18 de Março (sábado - das 10hs as 13hs)
Quanto: 75 reais
Inscrições até dia 16 de março - 20 vagas

IMPORTANTE: Curso destinado exclusivamente para pessoas negras.

FICHA DE INSCRIÇÃO