domingo, 16 de outubro de 2016

A leitura cinematográfica de Spike Lee e a condição da mulher negra


Spike Lee é um gênio do cinema norte americano, e isso ninguém dúvida. Seus filmes retratam com muita riqueza poética o processo de formação presente na comunidade negra urbana e  norte americana.
Amores, família, violência, amigos, sexualidade, dilemas e conflitos fazem parte desse enredo, e em todos seus filmes, a mulher negra têm um papel central.
Spike Lee nos aponta, que não é possível falar sobre a comunidade negra, sem dialogar sobre a importância da mulher negra nessas comunidades.
A maternidade, nesse contexto ultrapassa o conceito de maternidade burguês, nas comunidades negras, na leitura de Spike Lee: a maternidade é vista como ponto central da dinâmica dessas mulheres, mesmo quando elas não são mães biológicas, elas são mães sociais das comunidade e gerem os dilemas e conflitos, prazeres e sucessos dos indivíduos da comunidade.
Um dos aspectos importantes que a sutileza poética de Lee escancara em seus filmes, é a condição solitária da mulher negra. Não apenas do ponto de vista afetivo, como no emblemático Febre na Selva, mais a forma como essa solidão é legitimada, inclusive entre os membros da comunidade.
Nos filmes de Spike Lee, cada mulher preta é um universo em crise, administrando a crise dos outros universos, elas são uma especie de buraco negro onde todas as dores de todos os outros universos caem, mais a sua dor continua ali, latente e muda.
É a partir dessa reflexão,a leitura cinematográfica das comunidades negras expressa nos filmes de Spike Lee, e tendo Crooklyn como ponto de partida, que o Coletivo Di Jejê vai desenvolver seu próximo curso, sobre a Solidão da Mulher Preta.
O objetivo do curso é debater o papel social designado à mulher negra no interior da comunidade negra pela própria comunidade negra.
Se interessou?
Então corre e faz sua inscrição, até dia 20 de Outubro. O valor é 35 reais com certificado (entregue no dia do curso) e alimentação inclusa.
Ainda restam algumas vagas!
Ah! Homens são bem vindos!

Serviço : 

Curso Presencial A solidão da mulher negra
Data: 05 de Novembro de 2016
Local: Casa Comunitária Coletivo Di Jejê / Rua Caetano Gonçalves, 75 (Chora Menino/São Paulo - Santana/ Próximo a Linha Azul)
Horário: 10hs as 18hs
Valor: 35,00 - INSCRIÇÃO AQUI
Vagas: 25 lugares
Cronograma: 10hs - Café
10h30m - Roda de apresentação
11h - O mito da solidão da mulher negra
13h - 14h - Almoço
14h - Colorismo, relacionamento interracial, despigmentação: a escravidão de ontem, o (des)afeto de hoje
16h - Café
16h30m -Familia negra e a masculinidade negra


Para pagamento via depósito ou transferência bancária via Banco do Brasil:
Agência: 1552-0
Conta Corrente:105680-8
Valor:35,00
Favorecida: Jaqueline Conceição da Silva
CPF: 339.747.838-30


Para pagamento via Paypal (cartão de crédito): https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=VHZBGHTRTSMVW