segunda-feira, 5 de junho de 2017

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA DIA 30 DE JUNHO

Curso segue com inscrições abertas até dia 28 de Junho e custa 60 reais, acontece totalmente on line e aberto a todos os públicos, serão oferecidas 20 vagas com certificação equivalente a 40 horas. Inscrições aqui!



O curso pretende emergir algumas questões levantadas a partir do cruzamento entre questões ligadas ao sistema prisional, classe, raça, gênero e sexualidade. Levantar discussões antropológicas e sociais a respeito da interseccionalidade de mais marcadores sociais da diferença. Refletir sobre os impactos nas existências individuais e coletivas de mulheres encarceradas, sobretudo negras e levantar a questão da possível distinção de intensidade de punição direcionadas a esses corpos. Buscamos, por fim, problematizar as possíveis distinções desses corpos no ambiente de aprisionamento, suas diferenças tanto no campo prático, como em relação a suas existências subjetivas, refletindo sobre suas representações, bem como os fatores que compõe os mecanismos punitivos direcionados as mesmas. A influência de seus marcadores sociais e culturais da diferença, assim como o quanto tais subjetividades informam essas existências políticas e suas narrativas desde o ambiente prisional.

O Curso conta com a curadoria de conhecimento e tutoria de Isadora de Assis Bandeira, graduada em Antropologia – Diversidade Cultural Latino-Americana pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Pesquisa concentrada na área de gênero, diversidade sexual, raça e encarceramento. Realizou pesquisa de campo por um tempo aproximado de dois anos junto as mulheres internas a cadeia pública de Foz do Iguaçu, mapeando as redes de afetuosidades e (não)afetuosidades que atravessam a vida de tais mulheres, sobretudo negras e a influência de tais sensações em suas existências individuais, coletivas e políticas . Desde uma perspectiva antropológica dos afetos, com um foco de análise feminista e enegrecido. Bolsista por um período de um ano no projeto de extensão “Direito a poesia: círculos de leitura com pessoas em situação de privação de liberdade em Foz do Iguaçu”, onde teve contato direto com as presas da cadeia pública semanalmente. Tendo como objetivo compreender a interseccionalidade entre os marcadores sociais da diferença, sendo esses gênero, raça e sexualidade. Mestranda pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - Área de Concentração: Fronteiras, Identidades e Políticas Públicas, Linha de Pesquisa: Cultura, Fronteiras e Identidades. Título da Dissertação: Cadeia, uma etnografia a partir de experiências prisionais de mulheres negras: a interseccionalidade entre raça, gênero, sexualidade e punição.



BIBLIOGRAFIA BÁSICA

·         Rosalice. Prisioneiras de uma mesma história: o amor materno atrás das grades. São Paulo. 2014. Tese de doutorado.


·         OLIVEIRA, Magali Glaucia Fávaro; SANTOS, André Filipe Pereira Reid.  Desigualdade de gênero no sistema prisional: considerações acerca das barreiras á realização de visitas e visitas intimas as mulheres encarceradas. Caderno Espaço Feminino - Uberlândia-MG - v. 25, n. 1 - Jan./Jun. 2012 – ISSN online 1981-3082.

·      
·         TEXTO/ENTREVISTA: FONTELES, Natália. Presas estrangeiras: contexto de violações ainda mais grave nas prisões brasileiras.


·         PADOVANI, Natália Corazza. No olho do furacão: conjugalidades homossexuais e o direito a visita íntima na Penitenciaria Feminina da Capital. Cadernos Pagu (37), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp, 2011, pp.185-218.

·         BANDEIRA, Isadora de Assis. Cadeia, substantivo negro e feminino: etnografia de uma situação carcerária na tríplice fronteira. Foz do Iguaçu, 2016. p. 45 á 67.