Pular para o conteúdo principal

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA DIA 30 DE JUNHO

Curso segue com inscrições abertas até dia 28 de Junho e custa 60 reais, acontece totalmente on line e aberto a todos os públicos, serão oferecidas 20 vagas com certificação equivalente a 40 horas. Inscrições aqui!



O curso pretende emergir algumas questões levantadas a partir do cruzamento entre questões ligadas ao sistema prisional, classe, raça, gênero e sexualidade. Levantar discussões antropológicas e sociais a respeito da interseccionalidade de mais marcadores sociais da diferença. Refletir sobre os impactos nas existências individuais e coletivas de mulheres encarceradas, sobretudo negras e levantar a questão da possível distinção de intensidade de punição direcionadas a esses corpos. Buscamos, por fim, problematizar as possíveis distinções desses corpos no ambiente de aprisionamento, suas diferenças tanto no campo prático, como em relação a suas existências subjetivas, refletindo sobre suas representações, bem como os fatores que compõe os mecanismos punitivos direcionados as mesmas. A influência de seus marcadores sociais e culturais da diferença, assim como o quanto tais subjetividades informam essas existências políticas e suas narrativas desde o ambiente prisional.

O Curso conta com a curadoria de conhecimento e tutoria de Isadora de Assis Bandeira, graduada em Antropologia – Diversidade Cultural Latino-Americana pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Pesquisa concentrada na área de gênero, diversidade sexual, raça e encarceramento. Realizou pesquisa de campo por um tempo aproximado de dois anos junto as mulheres internas a cadeia pública de Foz do Iguaçu, mapeando as redes de afetuosidades e (não)afetuosidades que atravessam a vida de tais mulheres, sobretudo negras e a influência de tais sensações em suas existências individuais, coletivas e políticas . Desde uma perspectiva antropológica dos afetos, com um foco de análise feminista e enegrecido. Bolsista por um período de um ano no projeto de extensão “Direito a poesia: círculos de leitura com pessoas em situação de privação de liberdade em Foz do Iguaçu”, onde teve contato direto com as presas da cadeia pública semanalmente. Tendo como objetivo compreender a interseccionalidade entre os marcadores sociais da diferença, sendo esses gênero, raça e sexualidade. Mestranda pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - Área de Concentração: Fronteiras, Identidades e Políticas Públicas, Linha de Pesquisa: Cultura, Fronteiras e Identidades. Título da Dissertação: Cadeia, uma etnografia a partir de experiências prisionais de mulheres negras: a interseccionalidade entre raça, gênero, sexualidade e punição.



BIBLIOGRAFIA BÁSICA

·         Rosalice. Prisioneiras de uma mesma história: o amor materno atrás das grades. São Paulo. 2014. Tese de doutorado.


·         OLIVEIRA, Magali Glaucia Fávaro; SANTOS, André Filipe Pereira Reid.  Desigualdade de gênero no sistema prisional: considerações acerca das barreiras á realização de visitas e visitas intimas as mulheres encarceradas. Caderno Espaço Feminino - Uberlândia-MG - v. 25, n. 1 - Jan./Jun. 2012 – ISSN online 1981-3082.

·      
·         TEXTO/ENTREVISTA: FONTELES, Natália. Presas estrangeiras: contexto de violações ainda mais grave nas prisões brasileiras.


·         PADOVANI, Natália Corazza. No olho do furacão: conjugalidades homossexuais e o direito a visita íntima na Penitenciaria Feminina da Capital. Cadernos Pagu (37), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp, 2011, pp.185-218.

·         BANDEIRA, Isadora de Assis. Cadeia, substantivo negro e feminino: etnografia de uma situação carcerária na tríplice fronteira. Foz do Iguaçu, 2016. p. 45 á 67.


Postagens mais visitadas deste blog

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA EM MARÇO

No dia 30 de Março, começara o curso inédito sobre o sistema prisional no Brasil e o encarceramento feminino.Confira!



A população carcerária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014, um crescimento de 567% em 15 anos. A maioria dos casos é por tráfico de drogas, motivo de 68% das prisões. Os dados integram o Infopen Mulheres, levantamento nacional de informações penitenciárias do Ministério da Justiça, que, pela primeira vez, aprofunda a análise com o recorte de gênero.

No total, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos. A taxa de mulheres presas no país é superior ao crescimento geral da população carcerária, que teve aumento de 119% no mesmo período. Na comparação com outros países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).


Cerca de 30% das presas no Brasil ainda a…

CURSO ON LINE SOBRE A HISTÓRIA DO FEMINISMO NEGRO NO BRASIL

Curso acontecerá no mês de Maio na modalidade on line, e oferecerá certificação de 40 horas aos participantes. Confira!


Um dos processos que temos vivenciado no Brasil, é a permanente sensação que nos falta senso histórico.
Frequentemente, nas rodas de conversas, debates e formações sobre feminismo negro, temos tido muita dificuldade em entender o desenvolvimento dessa corrente teórico e politica que é o chamado feminismo negro.
Para responder a essa demanda, o Coletivo Di Jejê, convida a todos para participarem do curso A história do Feminismo Negro no Brasil.

Ele vai durar 45 dias e será dividido em 4 módulos! Xs participantes poderão acessar o curso dentro de sua rotina, e contarão com o apoio e orientação de uma tutora. 

Módulo 1 - Circulo temático: O que é ser mulher negra?

Módulo 2 - Por que um feminismo negro?

Módulo 3 - Circulo temático - Movimento Nacional de Mulheres Negras: as demandas das mulheres negras ou as mulheres negras demandam?

Módulo 4 - Princípios epistemológicos do femi…

CURSO ON LINE O PENSAMENTO DE ANGELA DAVIS PELO COLETIVO DI JEJÊ

No dia 15 de Abril, começara a terceira turma do curso on line O pensamento de Angela Davis, cujo objetivo é discutir as 5 décadas de produção acadêmica da autora, trabalhando conceitos como racismo, complexo industrial prisional, liberdade e feminismo. INSCREVA-SE!

O curso acontece numa plataforma virtual chamada Moodle, o material fica disponivel, e os participantes acessam dentro de sua rotina. O inicio será dia 15 de Abril, com término previsto para o dia 30 de Maio.  Os participantes anida contam com o apoio de uma tutora. A curadoria de conhecimento do curso, fica por conta de Jaque Conceição, coordenadora do Di Jejê que vem pesquisando  o pensamento de Angela Davis nos últimos quatro anos. 
Serviço: Curso on Line O pensamento de Angela Davis Quando: 15 de Abril a 30 de Maio Quanto: 60 reais Inscrições AQUI


Ementa:
Conteúdo programático: Módulo I - Introdução ao pensamento de Angela DavisMódulo II - LiberdadeMódulo III - Feminismo e Feminismo NegroMódulo IV - Sistema PrisionalMódulo VI - …