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COLETIVO DI JEJE LANÇA LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DO FEMINISMO NEGRO

O livro que vai ser lançado em Julho chama História do Feminismo Negro e aborda os processos de organização do campo nos Estados Unidos e Brasil, bem como apresenta principais autoras e conceitos do campo. O segundo livro é sobre o Pensamento de Angela Davis, cujo conteúdo trata sobre conceitos e categorias trabalhados pela autoras, também escrito pela coordenadora do Coletivo Di Jeje, que tem artigos publicados sobre Angela Davis no Brasil e Estados Unidos, e profere palestras sobre a autoras no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa.


Desde 2016, o Coletivo Di Jeje organiza cursos on line sobre feminismo negro, são mais de 33 cursos sobre temas e conceitos ligados ao feminismo negro no Brasil. Dessa experiência, o Coletivo Di Jeje resolveu publicar livros e revistas com coletâneas de artigos de autoras negras, sobre os temas desenvolvidos nos cursos. As duas primeiras publicações serão lançadas em  Julho e Outubro respectivamente, e são dois livros escritos pela pesquisadora e …
Postagens recentes

NOTA SOBRE O CASO VOGUE

Brasil, Século XXI. Todos os dias vemos situações esdruxúlas de racismo; todos os dias a população negra é assassinada pelo Estado no combate as drogas e criminalidade ou encarcerada massivamente, e muitas vezes inocentemente. Mas, o caso que quero falar hoje, é o episódio desse fim de semana, o que chamo de "Caso Vogue". Esse caso, não difere dos outros tipos e praticas racistas tão ao gosto da elite braileira, mas ele tem um elemento extra, a legitimação. O fato é que a senhora branca, quis organizar uma festa cujo tema fosse a Bahia, e se sentiu legitimada para utilizar elementos da cultura afrobrasileria e da religiosidade afrobrasileira, como itens de adorno para a celebração de sua vida. Até aí, tudo bem: muitos afrobrasileiros comemoram o Natal e enfeitam suas casas e reproduzem os costumes natalinos. Ou até mesmo celebram o ano Chinês, ou cultuam elementos de tantas outras culturas. Há adfrobrasileiros budistas e até hinduistas. No entanto, há um fator: muitos afrobrasile…

COLETIVO DI JEJE COMPLETA 5 ANOS DE CONHECIMENTO E FORMAÇÃO E VOCÊ GANHA DESCONTO

Hoje eu vou contar uma história para você. Quando eu era criança, minhas professoras diziam que o máximo que eu poderia ser, era mulher de algum bandido e ter muitos filhos. Foram 11 anos de escolarização, lutando contra a crença de que eu era incapaz, de que eu não podia. Somado a isso, cresci num ambiente familiar violento, miserável e numa comunidade vulnerável na periferia de SP. As experiências de militância politica que tive desde os 10 anos, me mostraram que o estudo era a única forma de lidar com toda a miséria e violência, somente assim seria possível transcender. Fiz a faculdade de Pedagogia como bolsita, depois Mestrado em Educação pela PUC-SP, e após todo esse percurso, aos 28 anos de idade, decidi que investiria meu tempo, minha capacidade, minhas habilidades no que acredito como a única coisa capaz de mudar pessoas, de potencializar pessoas, de possibilitar que pessoas possam transcender: EDUCAÇÃO. A única forma de superarmos o racismo, machismo, homo e transfobia e demais o…